Enérgico ou compreensivo, autoritário ou liberal?
Esse tipo de duvida paira sobre a cabeça de um pai de primeira viagem como eu, como ser amoroso, companheiro e mesmo assim não perder a autoridade?
Esse tipo de duvida paira sobre a cabeça de um pai de primeira viagem como eu, como ser amoroso, companheiro e mesmo assim não perder a autoridade?
É um fato relatado por diversos psicólogos: as crianças testam os pais, nas mais diversas formas para sentirem até onde podem chegar diante deles.
Uma criança não chora e faz birra simplesmente por fazer, esse comportamento é adquirido devido a experiências anteriores, ela sabe os limites em que os pais a deixam fazer o que elas querem.
Cada filho precisa ser educado de maneira distinta, por isso, existem os de personalidade fáceis e as difíceis. Não existe uma fórmula para solucionar o problema.
Para o professor de Psicologia da Educação da UFRGS, Fernando Becker, quando o filho se sente ameaçado pela autoridade dos pais, naturalmente, se posiciona na defensiva, o que causa conflito entre os dois.
“– O diálogo deve ser usado para resolver as dificuldades da criança. Além disso, agressões, como a palmada, não resolvem o problema do filho, apenas dos pais, que agem por impulso para resolver um problema–“ afirma Becker.
“– O diálogo deve ser usado para resolver as dificuldades da criança. Além disso, agressões, como a palmada, não resolvem o problema do filho, apenas dos pais, que agem por impulso para resolver um problema–“ afirma Becker.
Segundo o terapeuta espanhol Emilio Pinto (autor do livro Filhos Difíceis de Educar) ter um filho difícil de educar é aquela criança que não quer ser educada, não escuta, não atende aos pedidos dos pais, decide o que quer fazer e parece impossível de mudar de opinião.
O autor selecionou 8 dicas para ajudar na educação dos filhos.
1. Não bata: Controle sua raiva, pais devem ser mais sensatos e maduros que os filhos. Se a criança bate, os adultos não podem batê-la com mais força. A solução está no controle verbal, expressões como “isto não se faz”, “comporte-se”, “respeite as pessoas” ajudam a criança aprender que o comportamento não está correto. Se o controle verbal não funcionar, a dica é a contenção física: segurar as mãos, as pernas ou o corpo da criança para impedi-la de agir.
1. Não bata: Controle sua raiva, pais devem ser mais sensatos e maduros que os filhos. Se a criança bate, os adultos não podem batê-la com mais força. A solução está no controle verbal, expressões como “isto não se faz”, “comporte-se”, “respeite as pessoas” ajudam a criança aprender que o comportamento não está correto. Se o controle verbal não funcionar, a dica é a contenção física: segurar as mãos, as pernas ou o corpo da criança para impedi-la de agir.
2. Coloque limites: Se os pais não estabelecem limites aos filhos quando pequenos, não conseguirão fazê-lo quando eles chegarem na adolescência. Quando os deixam brincar com tudo, falar de tudo, ou criar o próprios horários, pensarão que vivem em território ilimitado. Os limites ajudam a traçarem fronteiras. O “não” deve ser sempre um “não”, o “sim” sempre “sim”.
3. Não seja serviçal: Por mais que você queira ajudar seu filho, pense bem. Não confunda paternidade ou maternidade com servilismo. Ao criar um “mundo perfeito”, os pais não ajudam os filhos a crescer. Não é preciso fazer tudo ou fazer nada, mas manter um equilíbrio, convidar a criança para algumas atividades.
4. Ensine-os a esperar: Os filhos precisam aprender a esperar e a ter paciência. Assim, não furarão filas, esperarão a vez para falar e respeitarão os mais velhos. Os pais devem ensinar às crianças o valor da espera, fazendo-as esperar. Esse aprendizado tem muito a ver com aprender a escutar, com controlar instintos e a saber aceitar o fracasso.
5. Elogie seu filho: A estima deve incluir o reconhecimento, a demonstração de que você valoriza o que seu filho faz. Pode ser um “obrigado” sincero ou um “parabéns”. A auto-estima alta ajuda a criança a ganhar autoconfiança, a ser capaz de acreditar em si mesma. Assim, realizará tarefas com mais empenho e, quem sabe, com mais sucesso. Quando não se dá aos filhos a oportunidade de demonstrarem o que têm de melhor, eles poderão usar o pior de si mesmos.
6. Saiba a hora de premiar: O prêmio deve ter um momento certo. Não se pode premiar tudo e todos os dias. Além disso, não deve ser uma forma de recompensa, porque pode causar frustrações. Os prêmios não podem ser compras ou chantagens, mas o resultado de um esforço. A melhor recompensa é ver o resultado do esforço realizado. Equivocadamente, os pais podem acostumar os filhos a receber recompensas materiais por quase qualquer esforço que façam.
7. Organize seu dia: Todo mundo sabe que é difícil conciliar a vida profissional com o dia a dia da casa. Mas os adultos devem sempre saber que os filhos precisam do tempo que os pais lhe dedicam, e o que ajuda a educar é a qualidade do tempo, e não sua quantidade.
8. Conte ate 10: Nada dê castigos motivados pela raiva, o melhor é que os castigos sejam reparadores e tenham um motivo. Se a criança estiver com raiva, não entre no jogo dela. O castigo deve ser cumprido, do contrário, você ensinará que as ações ruins não têm consequências. Evite também castigos longos, que possam ser esquecidos ou não possam ser cumpridos.

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